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“A redução do ritmo de crescimento da economia brasileira, verificada no último trimestre, nos faz crer que o Banco Central acertou ao não elevar ainda mais os juros básicos, mantendo a Selic no atual patamar de 10,75%. Entendemos que o fim do ciclo de alta nesse momento não é prematuro, pois os índices que medem a inflação seguem sob controle; também já é possível descartar a possibilidade de o ritmo da atividade econômica voltar a crescer descontroladamente, apesar do esperado aquecimento econômico no segundo semestre; Juntos, esses fatores justificam a manutenção da Selic em 10,75%, como julgávamos mais apropriado. Aguardamos, ainda, o compromisso dos principais candidatos à Presidência da República no sentido de reduzir o ritmo de gastos do Governo Federal para o próximo ano, medida importante para que a retomada do ciclo de alta dos juros não se faça necessária no curto prazo”.
Walter Machado de Barros, presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF SP).
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