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EUA O IBEF SP trabalha com a mudança da política monetária americana. "Acreditamos que a autoridade americana vai ajustar seus juros, elevando-os a partir do final do primeiro trimestre. Porém, também acreditamos que, apesar da elevação da taxa de juros norte-americana, o Brasil continuará mantendo forte atração em função das altas taxas de remuneração", explica Walter Machado de Barros, presidente do Conselho de Administração. Para o IBEF SP, o ano de 2010 será marcado pela propensão dos investidores em aceitarem correr mais riscos, em comparação com o verificado em 2009. Assim, embora o IBEF SP trabalhe com a hipótese de elevação das taxas norte-americanas em fins de março, crê que isso não causará recuo dos investimentos internacionais no Brasil.
PIB As expectativas são positivas na avaliação do IBEF SP. A retomada do crescimento ocorrerá em paralelo ao aumento do consumo interno. "Neste ano de 2010 a retomada do crescimento industrial será forte, na casa dos 7,5%", projeta Walter Machado de Barros. "Esse será um fator fundamental para que o Produto Interno Bruto cresça em torno de 5,10%, 5,20% em 2010".
won x real Apesar de determinados bancos de investimento terem sugerido aos investidores a evitarem o real, apostando no won sul coreano, o IBEF SP não crê que mudará o interesse estrangeiro em relação à moeda brasileira nesse começo de 2010. "Em, 2010 o aporte de capital internacional no Brasil vai aumentar. Isso, fruto da demonstração da pujança da nossa economia, do desenvolvimento do mercado interno e até do crescimento da renda média do brasileiro, gerando crescimento do consumo", diz Walter Machado de Barros, presidente do Conselho de Administração do IBEF SP. "Tudo isso movimentará a economia e estimulará a entrada de capitais. Haverá ainda pressões sobre a taxa cambial, porém serão pressões plenamente administráveis". Conforme o IBEF SP, o câmbio flutuará entre R$ 1,72 a R$ 1,74 durante o ano. "O mercado internacional segue muito líquido. Há dinheiro em busca de boas aplicações", afirma Walter Machado.
Brasil x Índia Para o IBEF SP, o grande concorrente do Brasil, entre os emergentes, na captação de recursos internacionais será a Índia, que também tem um grande mercado interno. "As reformas sociais feitas na Índia proporcionam condições também para um bom crescimento econômico. Porém, o Brasil tem fundamentos macroeconômicos muito interessantes e é o país entre os emergentes mais confiável no momento para o aporte de capitais", explica Walter Machado.
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