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Segundo levantamento da Adetax (Associação das Empresas de Táxi de Frota do Município de São Paulo - www.adetax.com.br), cerca de 5% dos cerca dos 3.500 táxis de frota de São Paulo são conduzidos por mulheres. Além de demonstrar capacidade e cordialidade ao volante, um dos desafios que elas estão conseguindo vencer é conciliar a vida profissional com a vida pessoal.
Esse é o caso da taxista Jacinta Ferreira da Silva. Desde que começou a trabalhar com táxi de frota, há cerca de um ano, uma de suas principais alegrias é participar das reuniões de escola do filho, algo praticamente impossível na sua antiga ocupação. "Trabalhei com vendas durante 23 anos e tinha que cumprir aquele determinado horário todos os dias. Quando precisava sair, era sempre às pressas", lembra a taxista. "Já com o táxi de frota, meu horário é flexível e tenho mais tempo para a vida pessoal", acrescenta.
Jacinta conta que, no comércio, passou por lojas de diversos segmentos, como roupas, brinquedos, presentes, entre outras. Apesar de gostar do contato com o público, a taxista de frota sentia que faltava algo em sua vida profissional. "Queria ter mais liberdade sobre o meu trabalho, não ficar sempre presa a um mesmo lugar. Trabalhando com táxi de frota isso é possível, pois continuo em contato com as pessoas e tenho a oportunidade de ver a cidade, conhecer novos lugares", explica.
O primeiro encontro de Jacinta com o táxi ocorreu quando a irmã, que também é taxista, sugeriu que ela tirasse o Condutax para substituí-la durante a gravidez. A taxista de frota aceitou e trabalhou como preposto durante um ano. Gostou tanto que, após esse período, quis continuar na profissão. "Foi aí que eu procurei as frotas, por ser o meio mais fácil de conseguir um carro", afirma.
Atualmente, a taxista de frota alterna sua jornada de trabalho entre os horários diurno e noturno, aos finais de semana. No período da noite, atende principalmente o público mais jovem, que costuma frequentar bares e baladas. "Acabo fazendo amizade com esses passageiros. As mães de algumas jovens até me pedem para levá-las e trazê-las das festas, pois sentem mais confiança em serem atendidas por uma taxista", comenta Jacinta.
Para ela, as mulheres estão ocupando, aos poucos, seu lugar no setor de táxis. "Alguns usuários ainda se espantam, mas depois se acostumam", relata a taxista de frota, que diz não ter dificuldades com os passageiros. "O segredo é tratar bem a todos, estar com o táxi sempre arrumado, manter a postura profissional e impor respeito", detalha.
Jacinta afirma sentir-se feliz com a profissão. "Tenho todas as condições para fazer bem meu trabalho, a manutenção do carro é garantida pela frota, enfim, encontrei o que procurava", diz a taxista, que recentemente concluiu o curso básico de inglês oferecido pela Adetax em parceria com o SEST/SENAT. "Gosto do que faço e quero melhorar sempre", finaliza.
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