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Porfiria
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No ar desde: 11 de maio de 2010
Quando a dieta faz mal
Dietas de emagrecimento sem assistência profissional não são recomendadas; portadores de algumas doenças devem redobrar cuidados

 

Quando o assunto é dieta de emagrecimento ou para tratamento de algumas doenças, uma das orientações é o corte de certos alimentos. Porém, existem situações em que é preciso atribuí-los ou aumentar o seu consumo. É o caso de pacientes com porfirias agudas, que precisam de muito carboidrato, conforme explica associados à Associação Brasileira de Porfiria - ABRAPO (www.porfiria.org.br).

As Porfirias são um grupo de doenças genéticas, caracterizadas por uma deficiência de enzimas no organismo e pode levar à morte, se não cuidada corretamente. Fatores ambientais como medicamentos, álcool, hormônios, dieta, stress, exposição solar, desempenham um papel importante no desencadeamento destas doenças.

Destacam-se as Porfirias Agudas, com predomínio de sintomas neuropsiquiátricos e viscerais. Elas se manifestam, geralmente, por crises que duram de horas a dias. Dor abdominal é o sintoma mais comum. Podem ocorrer náusea, vômito, constipação, dor e fraqueza muscular, retenção urinária, arritmias, confusão mental, alucinações e convulsões.

A nutrição desempenha um papel importante durante e fora das crises de porfirias agudas. Junto com os medicamentos pofirinogênicos (que podem desencadear crises), as dietas para emagrecimento tem sido um dos grandes fatores de exacerbação das crises. A ABRAPO explica quais são os cuidados a serem tomados após o diagnóstico da doença:

  •  A dieta para pacientes com porfirias agudas, além de equilibrada e conter todos os nutrientes necessários, deve ser rica em carboidratos. Durante as crises, recomenda-se que a ingestão dos mesmos seja de 300 a 500 gramas, e que fora delas não seja restringida nem por períodos curtos de tempo. Quando em crise, os açúcares simples são mais benéficos. Fora delas é mais recomendado o carboidrato na forma complexa. As fibras (grãos integrais, frutas frescas e vegetais) vão prolongar o periodo de permanência dos carboidratos no organismo. 
  •  Cereais, como arroz, milho, trigo e seus derivados (farinhas, massas, pães, bolos e biscoitos); vegetais feculentos como batata, mandioca, inhame e outros; leguminosas como feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja e outros; doces como açúcar, mel, melado, sucos adocicados, balas, bonbons e outros; frutas, leite  e derivados (em menor quantidade) são alimentos que contém carboidratos. Castanhas, nozes, amendoim, côco, abacate, além dos chocolates, contêm carboidratos, mas por serem ricos em gorduras devem ser consumidos moderadamente. 
  •  A alimentação deve ser regular (três refeições e três lanches ao dia), e com planejamento individual, dependendo da idade, sexo, atividade, tipo de porfiria e intensidade das crises. A ABRAPO recomenda a consulta a um profissional de nutrição para um planejamento adequado.

Mais informações pelo site: www.porfiria.org.br.     

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